
O governo do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira (25) a expulsão de funcionários da Holanda do Centro Internacional de Apoio a Gaza, localizado na cidade israelense de Kiryat Gat e onde agentes de vários países realizam ações como colaborar na entrega de ajuda humanitária e monitoramento do cessar-fogo no enclave palestino.
Em post no X, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, disse que a expulsão é uma resposta a “medidas anti-Israel adotadas pelo governo holandês”.
“A mais recente foi a promulgação de uma lei que proíbe o comércio de produtos israelenses provenientes da Judeia e Samaria [nome usado por Israel para a Cisjordânia], de Jerusalém Oriental e das Colinas de Golã, a qual entrará em vigor no próximo mês”, disse o chanceler.
Em julho, o Conselho de Estado da Holanda deu parecer favorável a uma decisão do governo holandês de proibir a importação de mercadorias provenientes de assentamentos israelenses nos territórios palestinos, sanção que entra em vigor em 22 de setembro, por considerá-los ilegais.
Sa’ar disse que a Embaixada da Holanda em Israel foi notificada e os representantes do país europeu foram instruídos a deixar Israel no prazo de uma semana.
“A política anti-Israel do governo holandês tem sido acompanhada por uma onda sem precedentes de antissemitismo e boicotes na Holanda. Nossa mensagem é clara: aqueles que agem contra Israel não terão espaço na região. Israel não permitirá que medidas sejam tomadas contra si sem uma resposta”, escreveu o chanceler israelense.
O governo holandês ainda não se pronunciou sobre o assunto. Em abril, Israel já havia impedido a presença de representantes da Espanha no Centro Internacional de Apoio a Gaza, devido ao que chamou de “flagrante viés anti-Israel” por parte do governo do premiê Pedro Sánchez.
Autor: Gazeta do Povo








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