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Crítica: Buzina faz hambúrguer suculento em SP – 01/09/2026 – Restaurantes

Crítica | SP
Buzina

Quatro estrelas (Muito bom)
R. Padre Carvalho, 30, Pinheiros, região oeste. @buzinaburgers

Faz anos que vou ao Buzina. E é sempre muito bom. Hambúrguer saboroso no ponto certo, pão macio que não encharca com o sumo da carne, ingredientes frescos, batata frita feita como se deve e sobremesa que faz bonito.

Geralmente vou aos finais de semana. Mas da última vez apareci num almoço de quarta-feira, imaginando que o movimento estivesse mais tranquilo. Nada disso. Até tinha uma mesa pequena disponível no mezanino, mas a casa estava cheia.

Hambúrguer com pão dourado, ovo frito com gema intacta e pimenta moída, e fatias de bacon crocante, servido em prato metálico sobre papel pardo e mesa de madeira.

Brooklyn, sanduíche do Buzina


Priscila Pastre/Folhapress

A atmosfera era festiva em pleno meio de semana. Não somente por parte dos clientes. Um dos garçons estava bastante animado. Atendeu nossa mesa com uma felicidade excessiva, falando alto e forçando uma amizade que não temos. Em certa medida, ornava com o caos que se instala quando você está num ambiente pequeno com tanta gente pedindo tanta coisa ao mesmo tempo.

Por um instante me arrependi de ter entrado. Tinha de almoçar rápido, meu humor não batia com o do garçom e as mesas lotadas indicavam que eu me atrasaria. Mas salão e cozinha provaram andar em compasso no Buzina. E os pedidos chegaram no tempo e na qualidade de sempre.

Primeiro, as fritas bravas (R$ 33). Finas, sequinhas e crocantes por fora, macias por dentro e salpicadas com páprica, é impossível resistir a ela s. Junto, vem uma porção da ótima maionese da casa. O ketchup e a mostarda, de um produtor artesanal, ficam à disposição nas mesas. Nada daqueles saquinhos irritantes.

Na sequência chegaram um cheesebúrger (R$ 33), um cheese-salada (R$ 40) e um Brooklyn (R$ 52). Este último vem com uma fatia comprida e fininha de bacon e ovo frito. É meu preferido, e sempre peço com a gema mole. É o cliente quem coloca a fatia de cima do pão, para evitar que ela estoure antes da hora. Ritual que alcança o ápice logo na primeira mordida, quando a gema cremosa e quente se espalha prazerosamente pela língua.

Devaneios à parte, todos os pedidos chegaram vistosos e com a carne vermelhinha por dentro. E este é mais um dos motivos que me levam ao Buzina. Pelas minhas experiências lá, a cozinha não se rendeu à moda do hambúrguer praticamente cru que toma conta de muitos endereços espalhados pela cidade.

Prática, aliás, que não faz sentido, já que ponto de corte de carne é uma coisa, e ponto de hambúrguer (que é um preparo com a carne moída) é outro. Para alcançar aquela suculência que faz a gente salivar, é preciso passar por um cozimento que derreta a gordura, sem perder o interior vibrante, rosado e úmido. E isso a casa sabe fazer muito bem.

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Inclusive, no delivery. Esta crítica avalia restaurantes, não entregas. Mas vale pontuar: pedimos do Buzina no final de semana e os lanches chegaram com o mesmo padrão. As fritas também não decepcionaram.

De volta ao dia da visita, mesmo apressados, pedimos a sobremesa de tres leches (R$ 28). Dividimos em três pessoas, já que sabíamos que o doce é parrudo. Um bolo gelado, molhadinho e coroado por um farto e denso doce de leite. Uma delícia.

A água que tinha sido pedida com a sobremesa não chegou em tempo. Mas uma atendente nos viu saindo e foi ao nosso encontro na escada. “Vocês não tinham pedido?” Respondi que sim, mas que já tínhamos pagado a conta e estávamos indo embora. Ela estendeu a garrafinha e disse: “Levem para viagem”. Um gesto simples, que nos deixou com ainda mais vontade de voltar.

Autor: Folha

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