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Santo que viu amigo morto pedir orações virou patrono do purgatório

O ensinamento da Igreja Católica sobre o purgatório — o “fogo purificador” que prepara os eleitos para o céu — pode ser difícil de compreender. Mas para um santo, o imperativo católico de rezar pelos mortos tornou-se muito real quando, segundo a história, um de seus amigos falecidos apareceu para ele pedindo orações.

São Nicolau de Tolentino, cuja festa é celebrada na Igreja em 10 de setembro, nasceu em 1245 na cidade de Sant’Angelo, no centro da Itália. Ele foi atraído para a ordem religiosa agostiniana ainda jovem, após ouvir um sermão do superior local sobre a vaidade do mundo. A ordem ficava na cidade vizinha de Tolentino e, após estudar por sete anos, Nicolau foi ordenado sacerdote.

Homem caridoso e santo que frequentemente jejuava e praticava mortificações, ele passava longas horas em oração. Alimentava os pobres que encontrava de uma forma especial — dava-lhes pão benzido mergulhado em água. A razão pela qual fazia isso era que certa vez teve uma visão da Virgem Maria dizendo-lhe para mergulhar pão em água e comê-lo para recuperar sua saúde.

Graças em parte a esses “panini benedetti” (sanduíches abençoados), Nicolau era conhecido por obter curas para muitos dos doentes que viviam em Tolentino — e até por ressuscitar algumas pessoas.