
O Ministério da Segurança Nacional da Argentina informou que o país presidido por Javier Milei extraditou o empresário argentino Diego Hernán Dirisio para o Brasil nesta quarta-feira (9).
Apelidado de “Mestre das Armas”, ele é acusado pelas autoridades brasileiras de vender armas para os grupos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
“Capturado e extraditado. Foi assim que terminou Diego Dirisio, o maior traficante de armas da América do Sul, acusado de abastecer o PCC e o Comando Vermelho, duas das organizações narcocriminosas mais perigosas da região”, escreveu no X a ministra da Segurança argentina, Alejandra Monteoliva.
“Ele tentou escapar da Justiça no seu país e se esconder na Argentina. Nós o encontramos, o prendemos e hoje o expulsamos do nosso país. ADEUS. ELE SE FOI. Lei e ordem”, acrescentou a ministra.
Monteoliva fez referência ao Paraguai ao falar sobre o “país” do empresário porque, apesar de ser argentino, ele atuava no país vizinho.
Segundo informações da agência EFE, Dirisio foi transferido sob custódia policial para o Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, de onde partiu às 11h45 em um voo para São Paulo, onde será entregue às autoridades brasileiras.
O empresário foi preso em fevereiro de 2024 na província argentina de Córdoba, junto da sua companheira, a ex-modelo paraguaia Julieta Vanessa Nardi Aranda, após as autoridades brasileiras emitirem um mandado de prisão internacional e um alerta vermelho da Interpol contra ambos.
O casal enfrenta acusações no Brasil por tráfico internacional de armas de fogo, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Em junho, a Suprema Corte argentina confirmou a decisão que autorizava a extradição do casal. No entanto, segundo o Ministério da Segurança Nacional da Argentina, conforme relatado à EFE, Nardi Aranda não viajou com Dirisio, sem especificar os motivos dessa decisão.
Segundo a investigação, uma empresa ligada ao casal importou milhares de armas da Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia a partir de 2012. Essas armas entravam legalmente no Paraguai e eram posteriormente desviadas para o Brasil.
Algumas das armas foram parar nas mãos do PCC e do CV, de acordo com os investigadores. Antes de serem transportadas para o Brasil, as armas foram modificadas em Ciudad del Este, no Paraguai, com a remoção de seus números de série para dificultar seu rastreamento.
A investigação brasileira começou em 2020, após uma apreensão de armas na Bahia, e resultou em um processo sobre tráfico internacional de armas, crime organizado e lavagem de dinheiro.
A Argentina declarou o CV e o PCC como organizações narcoterroristas em outubro de 2025.
Autor: Gazeta do Povo








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