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Material radioativo é roubado na Grande São Paulo e agência alerta população

Um veículo que transportava material radioativo foi roubado na quinta-feira na zona norte de São Paulo e já foi encontrado, mas sem a carga, cujo paradeiro ainda é desconhecido. O actínio-225 tem uso médico, e o material havia acabado de chegar dos Estados Unidos como parte do tratamento de um paciente de câncer de próstata, segundo o site G1; o furgão, que estava identificado com o símbolo internacional que identifica radioatividade, seguia do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) para um hospital em São Paulo quando foi roubado. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o roubo ocorreu na noite da quinta-feira, na Rodovia Presidente Dutra; o motorista permaneceu em poder dos criminosos até a madrugada de sexta-feira. Tanto o veículo quanto a embalagem que contina o actínio tinham rastreadores, mas o aparelho ligado ao material radioativo foi retirado pelos criminosos, enquanto o furgão foi desmontado e partes dele foram encontradas em um desmanche.

O actínio-225 está em forma líquida e, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), citada pelo G1, não oferece perigo ao ser humano se permanecer acondicionado na embalagem original. Mesmo assim, o órgão avisa que, por precaução, ninguém deve tocar e muito menos abrir o recipiente, pois qualquer violação da embalagem tornará o material quase impossível de conter. Quem encontrar o material deve procurar o Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), ligado à ANSN, pelos telefones (21) 99304-9453 e (21) 99299-2620.

Em junho deste ano, uma cápsula de césio-137 foi roubada na Argentina, e até o momento ainda não foi encontrada. O césio é o mesmo material do mais grave acidente radioativo da história do Brasil, ocorrido em 1987, em Goiânia (GO). O dono de um ferro-velho abriu uma cápsula que estava dentro de um aparelho de radioterapia abandonado, vendido a ele por catadores de material reciclável. Oficialmente, quatro pessoas morreram em decorrência da contaminação, mas associações de vítimas afirmam que o número real supera as 100 mortes. Pelo critério da unidade de massa, o actínio-225 é mais radioativo que o césio-137; no entanto, o diretor da ANSN, Alessandro Facure, afirmou ao G1 que a substância tem baixo risco para quem apenas estiver próximo ao material devidamente embalado, sem contato ou manipulação, pois as partículas alfa emitidas pelo actínio-225 têm baixo poder de penetração através da pele.

Autor: Gazeta do Povo

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