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EUA reforçam guerra ideológica contra extremismo de esquerda

Os Estados Unidos lançaram uma ofensiva global contra o extremismo político de esquerda, focada no combate a grupos que patrocinam ou que atuam diretamente em ações violentas dentro do país. Nesse contexto, a Europa passou a ser especialmente visada.

Pelo menos duas redes localizadas no continente foram alvos de sanções do Departamento de Estado, responsável pela campanha, nesta semana. Uma delas é o coletivo italiano Autistici/Inventati (A/I), que Washington acusa de ser um grupo extremista que fornece infraestrutura digital para células da Antifa e de outros núcleos radicais de esquerda nos Estados Unidos. Outra é o Palestine Action, já reconhecido no Reino Unido como uma organização terrorista.

As ações integram uma estratégia mais ampla de Segurança Nacional dos EUA, anunciada em abril. Na ocasião, o governo de Donald Trump considerou a Europa um dos alvos das novas políticas por ser vista como uma espécie de incubadora de ameaças terroristas geradas pela imigração em massa, fragilidade das fronteiras e redução de recursos voltados ao combate ao terrorismo.

Na visão de Washington, há três grandes categorias de ameaça terrorista para os EUA que têm se expandido no mundo: grupos criminosos transnacionais, terroristas islâmicos tradicionais e extremistas violentos de esquerda, incluindo anarquistas e os antifas.