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“Ciclone-bomba” muda o tempo no Sul do país

Entre esta quarta-feira (6) e a quinta-feira (7), um ciclone extratropical deve se formar entre a Argentina e o Uruguai. Segundo o instituto meteorológico Climatempo, há possibilidade de o sistema evoluir para um “ciclone-bomba”, fenômeno caracterizado pela queda rápida da pressão atmosférica, o que intensifica os ventos e amplia o potencial de impactos.

As projeções indicam queda da pressão atmosférica de 994 hPa para 970 hPa em 24 horas. O hPa é a unidade de medida amplamente usada na meteorologia para medir a pressão atmosférica.

A variação prevista cumpre o critério para definição de um “ciclone-bomba”, que exige redução mínima de 24 hPa em um dia. Até domingo (10), a previsão meteorológica indica um cenário de alerta para o Centro-Sul do Brasil e Uruguai, com previsão de aumento no volume de chuva no Mato Grosso do Sul e no país vizinho, com acumulados que podem superar 200 milímetros em pontos isolados.

Ainda segundo a previsão, o ciclone deve atingir os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde as rajadas de vento devem alcançar 80 km/h no litoral. No interior, a passagem da frente fria deve intensificar os ventos. As rajadas podem chegar a 90 km/h, com picos de até 100 km/h nesta sexta-feira (8). Há risco de queda de árvores e danos em estruturas.

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Frente fria com massa de ar polar derruba temperaturas no Paraná

No Paraná, não há expectativa de impacto direto do ciclone. Ainda assim, o avanço do sistema deve provocar mudanças no tempo, com rajadas de vento e queda acentuada nas temperaturas, conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

A partir de sexta-feira (8), as instabilidades aumentam nas regiões noroeste, oeste e sudoeste do estado. Há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia, acompanhadas de trovoadas. Durante a tarde, a instabilidade avança e alcança outras regiões paranaenses, ampliando a área de chuva.

A passagem do sistema favorece a entrada de uma frente fria associada a uma massa de ar polar. Esse movimento deve intensificar o resfriamento em todo o estado, com queda mais expressiva das temperaturas ao longo do fim de semana.

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Autor: Gazeta do Povo

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