segunda-feira, julho 20, 2026
24.8 C
Pinhais

Como a recriação do Ministério da Segurança ajudaria o Brasil?

A proposta de recriação de um ministério exclusivo da Segurança Pública voltou à agenda do debate eleitoral no Brasil. Não exclusiva de vozes à direita ou à esquerda, mas de pré-candidatos e representantes de ambos os polos do espectro político.

Historicamente contrário à tese, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, incorporou a ideia ao seu discurso ainda na campanha eleitoral de 2022, mas foi só com a pressão pela aprovação da PEC da Segurança pelo Congresso, este ano, que passou a defender a proposta com mais afinco: “O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança nós criaremos o Ministério da Segurança Pública nesse país”, afirmou em maio, durante o evento de lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado.

(Esta reportagem faz parte da série Brasil Seguro, que examina erros em políticas de segurança pública e traz exemplos do que fazer para assegurar a autoridade da lei. Confira aqui os outros textos da série.)

O esforço de Lula e de outras lideranças petistas em emplacar uma pauta de segurança – promessa de criação de Ministério da Segurança vinculado à aprovação de um conjunto de leis de segurança durante lançamento de programa de segurança – em ano eleitoral tem uma correlação evidente: a criminalidade e a violência figuram entre as maiores preocupações dos brasileiros. Pesquisa Quest de junho apontou que 30% dos entrevistados consideravam a segurança pública o maior problema do país havia mais de um ano, acima de temas como corrupção (19%) e economia (13%).