sexta-feira, agosto 7, 2026
17.2 C
Pinhais

OpenAI terá caixa de som inteligente a partir de US$ 300 – 07/08/2026 – Tec

O aguardado dispositivo de hardware da OpenAI terá um visual singular, com partes móveis que ajudarão a conferir personalidade ao produto, que provavelmente custará mais de US$ 300 (R$ 1.525), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O produto —essencialmente uma caixa de som inteligente sem tela— terá o formato de uma rosquinha e aproximadamente o tamanho de um disco de hóquei, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque o projeto é confidencial. A ideia é facilitar o transporte do dispositivo pela casa com uma só mão.

A OpenAI busca desbravar novos caminhos com o produto, cujo lançamento está previsto para 2027. O dispositivo será posicionado como um computador concebido prioritariamente para inteligência artificial, capaz de ajudar os usuários a realizar tarefas, disseram as fontes.

O design também deverá diferenciá-lo das caixas de som inteligentes atuais, categoria dominada pela Amazon e pelo Google, da Alphabet.

O novo hardware também dará à OpenAI a oportunidade de mostrar que não está copiando os designs da Apple. As duas empresas travam uma batalha judicial para determinar se a companhia de IA roubou propriedade intelectual da Apple, acusação que a OpenAI nega.

Um representante da OpenAI não quis comentar os planos da empresa para o produto.

Embora a empresa pretenda oferecer uma família de dispositivos no futuro, a caixa de som inteligente é vista como uma forma de ingressar gradualmente no mercado. Nesse nicho, outros tipos de aparelhos de IA sempre ativos, como óculos inteligentes, despertaram preocupações com a privacidade.

A OpenAI espera que os usuários recorram à caixa de som inteligente ao longo de todo o dia. Ela funcionará de maneira semelhante ao modo de voz do ChatGPT nos aplicativos para smartphones, mas usará modelos mais avançados para proporcionar interações semelhantes às humanas.

O dispositivo foi projetado para conhecer melhor o usuário ao longo do tempo, o que lhe permitirá personalizar as conversas e agir mais como uma pessoa real.

O dispositivo circular terá componentes que se movimentam sozinhos, segundo as fontes. Isso ajudará a indicar quando ele estiver respondendo e interagindo com o usuário. O objetivo é fazer com que o objeto pareça mais vivo do que as caixas de som atuais, que são imóveis.

O produto terá grades de alto-falante e microfones para receber comandos e conversar com os usuários. Alimentado por bateria, ele será projetado para funcionar em diferentes posições —por exemplo, na mão do usuário ou apoiado sobre uma mesa de cabeceira ou bancada de cozinha.

A OpenAI também planeja incluir luzes no dispositivo para indicar quando ele estiver ouvindo e tornar as interações mais pessoais. Enquanto isso, um sistema de câmeras e outros sensores perceberão o ambiente ao redor e fornecerão informações visuais à IA. A Bloomberg News revelou no mês passado alguns dos primeiros detalhes sobre o dispositivo.

No longo prazo, a OpenAI pretende criar uma divisão de dispositivos e, algum dia, oferecer algo capaz de substituir os smartphones atuais.

A caixa de som foi projetada em colaboração com o estúdio LoveFrom, de Jony Ive. Ive, que também é cofundador de uma startup de dispositivos adquirida pela OpenAI no ano passado, ganhou fama ao conceber o visual e a experiência do iPhone, iPad, iPod e Apple Watch.

Assim como os produtos anteriores de Ive, o novo dispositivo terá aparência premium e usará materiais sofisticados, como metal de alta qualidade. A OpenAI discutiu um preço de US$ 300 a US$ 400 (R$ 2.034) por unidade, valor superior ao da maioria das caixas de som inteligentes, mas inferior ao de um iPhone padrão.

O design em metal foi mencionado no processo da Apple contra a OpenAI. A fabricante do iPhone alegou que a OpenAI pediu a um fornecedor de longa data da Apple que desenvolvesse, para um produto futuro, uma técnica de acabamento de metal semelhante à oferecida à Apple.

“A OpenAI e seus parceiros induziram o fornecedor a acreditar que tinham autorização da Apple para que ele aplicasse, em benefício da OpenAI, a técnica confidencial de acabamento de metal”, diz o processo.

A OpenAI classificou a alegação como “vaga e genérica demais”. Não está claro se o processo se refere ao dispositivo de som, a outro produto ou a um conceito abandonado.

Mas o formato de anel —ou a ideia de uma caixa de som inteligente fácil de transportar— não é algo que a Apple tenha chegado perto de lançar. Embora venda a linha de caixas de som HomePod, a empresa não oferece uma versão alimentada por bateria e ainda não lançou um dispositivo doméstico centrado em IA.

No entanto, a Apple trabalha em produtos domésticos inovadores para o futuro. Entre eles está uma central de casa inteligente com tela acoplada a um braço robótico. A solução permitirá que o dispositivo se movimente no espaço, podendo se virar para a pessoa que fala com ele ou exibir um ângulo diferente durante uma videochamada pelo FaceTime.

Pessoas com conhecimento sobre o primeiro dispositivo da OpenAI dizem que a empresa acredita que o produto não usa nem viola qualquer segredo comercial da Apple. Após a Apple entrar com a ação, a OpenAI investigou a questão internamente, disseram as fontes.

A empresa enfatizou esse ponto em um pedido apresentado na noite de quarta-feira (5) para que o processo da Apple fosse rejeitado. “A OpenAI está criando algo inteiramente novo e diferente de tudo o que existe na Apple”, afirmou o documento.

Ainda assim, o pedido feito pela Apple nesta semana para obter uma liminar contra a OpenAI —caso seja concedido— poderá complicar o lançamento do novo produto. Há tempos, a OpenAI planeja apresentar o dispositivo neste ano e disponibilizá-lo em 2027.

Internamente, a OpenAI continua avançando a todo vapor no desenvolvimento do dispositivo, segundo as pessoas.

A OpenAI procurou caracterizar as acusações da Apple como “irresponsáveis, agressivas e estranhamente pessoais”. Um advogado da OpenAI escreveu a um integrante da equipe jurídica da Apple que o processo era “baseado em uma deturpação dos fatos e em alegações que, na melhor das hipóteses, são especulativas”.

“Vocês estão atacando práticas comerciais comuns”, escreveu Patrick Curran, advogado do escritório Quinn Emanuel, à fabricante do iPhone. “Vocês estão reclamando de situações que vocês mesmos provocaram, inclusive por meio de seus próprios procedimentos e decisões.”

Autor: Folha

Destaques da Semana

Band renova contrato e vai transmitir 15 jogos do Campeonato Saudita na TV aberta

A Band acertou a renovação do contrato para a...

Quais são as canetas emagrecedoras?

{body_parts.0|encode:xml_reserved} Leia mais (08/07/2026 - 16h27) Autor: Folha

STF aprova proposta orçamentária de R$ 1,2 bilhão para 2027

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira (6)...

Novo embaixador dos EUA no Brasil é aliado de Rubio e Trump

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7)...

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas