O presidente do Paraguai, Santiago Peña, divulgou um vídeo para convidar empresários brasileiros a investir no país vizinho e participar do Summit Paraguai-Brasil, evento que será realizado em 12 e 13 de novembro em Assunção para fomentar investimentos e cooperação bilateral.
“Empresários do Brasil, o Paraguai está despertando e as oportunidades já estão aqui. Brasil e Paraguai são dois sócios históricos. Se encontrarmos a complementação correta, podemos estar destinados a grandes coisas. Nossa localização estratégica, os impostos competitivos e nossa população jovem podem contribuir para melhorar a competitividade das indústrias do Brasil, fazendo com que ganhemos mercado e cresçamos juntos”, afirmou o presidente conservador.
No vídeo, Peña afirmou que os dois países têm “vários desafios pela frente”, entre eles, o acordo Mercosul-União Europeia, no qual “a única forma de aproveitar como países é trabalhando juntos”.
“Como presidente do Paraguai, convido-os a vir, conhecer e conversar para que juntos possamos desenhar este caminho rumo ao crescimento. Espero vocês em Assunção no dia 13 de novembro no Summit Brasil-Paraguai”, finalizou Peña.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no ano passado o comércio exterior entre Brasil e Paraguai somou US$ 7,4 bilhões, representando um crescimento de 2,5% sobre 2024.
O comunicado de Peña é divulgado pouco após os dois países terem protagonizado uma disputa diplomática. Em julho, o governo do Paraguai convocou o embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes de Carvalho, em resposta a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a guerra travada entre 1864 e 1870, na qual Brasil, Argentina e Uruguai enfrentaram o país vizinho.
O petista afirmou que os paraguaios “invadiram” o território brasileiro e deram início ao conflito, o que desagradou o governo Peña e parlamentares locais. O Paraguai cobra que o Brasil devolva o canhão El Cristiano e outros troféus de guerra, medida sinalizada pelo petista após a controvérsia do mês retrasado, mas ainda não implementada.
Autor: Gazeta do Povo




















