quinta-feira, outubro 15, 2026
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Protestos estudantis atingem Argentina, França, Itália e outros países

Milhares de estudantes, professores e funcionários de universidades foram às ruas de Buenos Aires, na Argentina, nesta quinta-feira (15), para cobrar do governo do presidente argentino Javier Milei mais recursos para o ensino superior público. A manifestação terminou em confrontos diante do Congresso argentino, onde a polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar grupos que atiravam pedras e depredavam estruturas. Houve feridos.

A mobilização, chamada de “Quinta Marcha Federal Universitária”, reuniu instituições de ensino, sindicatos e organizações estudantis que exigem o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, aprovada pelo Congresso em 2025. A legislação prevê recursos para universidades, salários de professores e bolsas de estudo, mas sua aplicação continua sendo contestada pelo governo Milei. A disputa já chegou à Justiça, que determinou a implementação de dispositivos da lei. O governo argentino argumenta que a lei aumenta os gastos públicos sem indicar de onde virão os recursos necessários e que sua aplicação comprometeria o equilíbrio fiscal.

Os protestos na Argentina são parte de uma série de manifestações relacionadas à educação que atingiram diferentes países nas últimas semanas. Na Europa, estudantes ocuparam escolas, bloquearam ruas e entraram em confronto com policiais. Os movimentos apresentam reivindicações diferentes, que vão desde o aumento dos custos para estudar até a falta de professores e os cortes de recursos públicos.

Na Albânia, os confrontos continuaram nesta quinta-feira (15), pelo terceiro dia consecutivo. Milhares de manifestantes liderados por estudantes enfrentaram policiais em Tirana, capital do país. Houve incêndios, depredações e ataques a prédios. Na quarta-feira (14), um incêndio atingiu o Ministério da Educação. Policiais tiveram que usar gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes.