O senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da extinta CPMI do INSS – cujas investigações acabaram interligadas com o caso do Banco Master – disse nesta terça-feira (30) que o empresário Daniel Vorcaro tenta anular provas extraídas do seu celular. A estratégia viria depois do fracasso nas tentativas de delatar o esquema.
“Ele quer anular as mensagens que comprometem o banqueiro, conversas apontadas pelos próprios investigadores como a principal prova do caso Master. Tudo o que ele quer agora é fazer desaparecer”, escreveu o senador em sua conta no X.
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O parlamentar repercutiu informação da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, no qual é revelado o plano de explorar possibilidades de nulidade através da cadeia de custódia dos aparelhos. Na publicação, Carlos Viana também declara que o caso Master não é apenas “sobre um banqueiro”, mas sobre a forma como o país trata crimes do colarinho branco e estratégias de explorar nulidades em investigações.
Um movimento para anular as investigações do caso Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) ficou evidente em meio a uma discussão entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, que julgavam um habeas corpus na Segunda Turma. Mendonça enfrentou o ministro, que comparou o Master à Lava Jato, que teve nulidades advindas de decisões da Corte.
A Gazeta do Povo procurou representantes de Vorcaro para comentar, mas não teve resposta. O espaço segue aberto para suas considerações.
A Polícia Federal ainda não concluiu a perícia em ao menos três telefones celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e cerca de 60 aparelhos eletrônicos apreendidos na operação Compliance Zero. A análise pode levar meses e chegar até o ano de 2027.
A partir da perícia em ao menos cinco deles, surgiram evidências de sua relação próxima com representantes de todos os poderes e uma possível promiscuidade da atuação de políticos segundo interesses do então banqueiro.
Autor: Gazeta do Povo




















